Projeto acalentado pelo cineasta desde 1999, o filme é baseado no livro Team of rivals: the political genius of Abraham Lincoln (“Equipe de rivais: o gênio político de Abraham Lincoln”, em tradução livre), de Doris Kearns Goodwin, que se concentra nos últimos quatro meses de vida do político – o suficiente para detalhar os esforços bem-sucedidos para acabar com a Guerra Civil e promulgar a abolição. No livro, Lincoln é descrito como dono de “uma rara sabedoria e um temperamento que, de forma consistente, demonstrava uma ma-nanimidade incomum em relação a seus opositores”. Spielberg adquiriu os direitos sobre o livro de Goodwin antes mesmo que a escritora concluísse o trabalho. Os debates e acordos que o presidente precisou travar entre os membros de seu gabinete e os embates com os adversários políticos são o cerne do roteiro.
Daniel Day-Lewis, vencedor de dois Oscar de melhor ator, foi o escolhido para retratar o presidente. Conhecido por seu estilo meticuloso de imersão nos personagens, Day-Lewis mereceu muitos elogios da crítica especializada nos EUA por seu desempenho. Outra ganhadora do Oscar, Sally Field, representa Mary Todd, mulher de Lincoln e uma das mais reverenciadas primeiras-damas da história americana. Atores consagrados como Tommy Lee Jones (Onde os fracos não têm vez), Joseph Gordon-Levitt (A origem) e David Strathairn (Um beijo roubado) completam o elenco.
Aproveitando o lançamento de Lincoln no Brasil, História Viva separou duas matérias que explicam melhor qual foi a real importância do 16º presidente dos Estados Unidos para o fim da Guerra de Secessão, o maior conflito armado da história do país, e para a abolição da escravidão, uma prática que, na época de Lincoln, não era exclusiva dos estados do Sul.
Leia Também:
O nascimento de uma nação
Conflito mais sangrento de toda a história dos Estados Unidos, a Guerra Civil deixou 620 mil mortos e foi crucial para unificar definitivamente a nação americana
Quando o norte era escravagista
Os estados da região criticavam os sulistas por causa do trabalho forçado, mas em 1770 havia mais negros cativos em Nova York do que na Geórgia

Nenhum comentário:
Postar um comentário